Morango semi-hidropônico

Florianópolis, 13.07.2021

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Capacitação on-line gratuita sobre produção de morango semi-hidropônico começa nesta segunda-feira (12)

A Epagri inicia uma capacitação on-line gratuita sobre produção de morango em sistema semi-hidropônico. O curso, oferecido pelo Escritório Municipal de Papanduva, será transmitido em três etapas: nos dias 12, 19 e 26 de julho, sempre das 14 às 16 horas, no Canal de Capacitações da Epagri no YouTube. Não há necessidade inscrição prévia e haverá emissão de certificado por etapa para quem assinar a lista de presença.

“Nesta segunda-feira, vamos tratar sobre irrigação e nutrição do morangueiro, duas questões determinantes nesse sistema de cultivo e que acabam gerando dúvidas entre os produtores”, diz Camila Croge, extensionista da empresa do Governo do Estado no município de Papanduva. O instrutor será o consultor Ronaldo Herculano, de Minas Gerais, que é o estado líder na produção de morango no Brasil.

Na segunda etapa, no dia 19 de julho, a doutora em fruticultura Ana Paula Lima, de Ijuí (RS), vai falar sobre cultivares de morangueiro. “Esse tema é importante especialmente para quem quer começar na atividade”, destaca a extensionista Camila, da Epagri.

Manejo de pragas

“Como fazer o manejo integrado de pragas do morangueiro” será o tema do terceiro encontro, marcado para 26 de julho. Para tratar desse assunto, a Epagri convidou uma equipe de especialistas da Universidade Federal do Paraná (UFPR) que atua com manejo de pragas nessa cultura.

O curso é uma iniciativa da Epagri de Papanduva, que acompanha um grupo de produtores do município e, todos os anos, oferece uma capacitação na área. “Neste ano, com a possibilidade de fazer a transmissão on-line, o curso ganhou uma proporção maior e teremos prazer em receber agricultores e técnicos de diferentes municípios para aprender com a gente”, convida Camila.

Nutrição, irrigação, manejo de pragas e cultivares de morangueiro fazem parte da programação do curso

Morango semi-hidropônico

O cultivo de morango semi-hidropônico cresce em Santa Catarina como uma boa opção econômica para a agricultura familiar. Nesse sistema, as plantas se desenvolvem em área coberta, em sacos de substrato dispostos sobre bancadas suspensas. Entre as vantagens estão o conforto do agricultor, que trabalha em pé e protegido da chuva, e o bom retorno econômico. “Em um ano de produção, o agricultor já paga o investimento inicial. Além disso, esse é um sistema que permite um manejo mais ecológico”, diz a extensionista da Epagri.

Nas plantas, que ficam protegidas das intempéries, abrigadas da umidade e mais arejadas, a incidência de pragas e doenças é significativamente menor, o que reduz o uso de agrotóxicos – a queda na aplicação pode chegar a 80% por conta das características favoráveis do sistema. Sem contato com a terra, os frutos também são mais bonitos, uniformes e de boa qualidade.

Atividade oferece bom retorno econômico e conforto para o agricultor, que pode trabalhar em pé

Morango em Santa Catarina

De acordo com a Epagri/Cepa, 800 produtores de Santa Catarina colheram 8,6 mil toneladas de morango em 254 hectares na safra 2017/18. O Valor de Produção Agrícola (VPA) alcançou R$68 milhões em 2020. A produção está distribuída por todo o Estado e o interesse na cultura se deve, entre outros fatores, ao rápido retorno econômico da atividade.

Em Papanduva, no Planalto Norte do Estado, a produção de morango semi-hidropônico cresce com força, especialmente como uma alternativa ao cultivo de fumo nas propriedades. “Temos acompanhado muitos projetos nessa área todos os anos no município. Há cerca de 50 mil mudas em campo nas propriedades de Papanduva e a demanda do mercado é crescente”, revela Camila.

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