Estudantes do Oeste criam caixa de medicamentos automatizada para idosos

12.02.2024.

Em 2020, ainda no Ensino Médio, Netaly Guidolin Conte, de Chapecó, foi reconhecida com o Prêmio Catarinense de Inovação, concedido pela Fapesc – Foto: Divulgação

A ciência entrou na vida de Netaly Guidolin Conte, quando ela ainda estava cursando o Ensino Médio na Escola de Educação Básica Bom Pastor, de Chapecó, e a acompanha desde então. Em 2020, o projeto de uma caixa automatizada de medicamentos, voltada para idosos, levou Netaly a receber o segundo lugar na categoria Jovem Inovador do Prêmio Catarinense de Inovação – Professor Caspar Erich Stemmer, concedido pela Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação do Estado de Santa Catarina (Fapesc). E esse reconhecimento foi um importante estímulo para ela seguir na sua formação acadêmica e profissional.

Netaly cursou os Ensinos Fundamental e Médio na Bom Pastor, uma das maiores escolas estaduais de Santa Catarina, e foi durante as aulas na Oficina de Robótica que desenvolveu, juntamente com a colega Camila Vanin (com quem Netaly dividiu o prêmio Jovem Inovador), uma caixa de remédios com o objetivo de facilitar a vida de idosos que moram sozinhos. A ideia da caixa partiu de uma reflexão proposta pelo professor sobre problemas que afetariam a comunidade e formas de solucioná-los.

A criação da caixa ocorreu durante 2019 e envolveu um trabalho de pesquisa de mercado e de materiais, desenvolvimento do modelo e registro do processo em forma de artigo. A caixa possui locais para guardar os remédios e emite sinais sonoros e de luz para avisar o idoso que é a hora de tomar a medicação. O artefato também tem escrita em Braile e permite que a família do idoso acompanhe a movimentação. “Foi um grande desafio para nós, mas ao ver o resultado e que nosso projeto poderia realmente vir a ajudar muitas pessoas, a satisfação foi imensa”, afirma Netaly. “Ter o trabalho reconhecido em uma premiação da Fapesc foi muito especial, uma comprovação de que estamos no caminho certo. A premiação é um incentivo também aos jovens para acreditarem que é possível fazer algo diferente e já na escola se envolver com a ciência”, enfatiza.

A participação de Netaly em um projeto de pesquisa no Ensino Médio despertou nela o interesse por buscar novos conhecimentos e o aprendizado além da sala de aula. Hoje, ela é aluna do curso de Fisioterapia da Universidade Comunitária de Chapecó (Unochapecó) e um exemplo da importância da ciência na formação do estudante e da participação de mulheres na pesquisa – segundo relatório de 2023 da Unesco, 33,3% é o percentual médio global de mulheres cientistas.

Com informações da Fapesc

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