Em março, indústria de SC cria 10,6 mil vagas

Florianópolis, 29.04.2021

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Setor têxtil e de confecções foi um dos destaques, com saldo positivo de 2,5 mil novas vagas no mês (foto: José Paulo Lacerda/CNI)

Resultado foi o terceiro melhor do país, atrás apenas de São Paulo e Minas Gerais, mostram os dados do Caged, analisados pelo Observatório FIESC. O setor foi responsável por 44% das vagas abertas pelo mercado de trabalho catarinense no mês 
Setor têxtil e de confecções foi um dos destaques, com saldo positivo de 2,5 mil novas vagas no mês (foto: José Paulo Lacerda/CNI)

:::: Clique aqui e confira a análise do Observatório FIESC

A indústria de Santa Catarina registrou saldo positivo de 10.612 vagas de emprego em março. O resultado é o terceiro melhor do país, atrás apenas de São Paulo e Minas Gerais. Os dados são do Novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Novo Caged) e foram analisados pelo Observatório FIESC, nesta quarta-feira, dia 28. O mercado de trabalho catarinense abriu 20.729 vagas no mês. A indústria respondeu por 44% do total das contratações.

“A boa notícia é que a geração de postos de trabalho se deu em praticamente todos os setores industriais e ocorre pelo terceiro mês consecutivo. O emprego é um indicador consistente de recuperação da economia. Santa Catarina vem registrando índices positivos também na confiança do industrial, que está com desempenho acima da média nacional, e na atividade econômica (IBC), que cresceu 2% em fevereiro, superando a média brasileira no período, que foi de 0,98%”, afirma o presidente da FIESC, Mario Cezar de Aguiar.

A análise do Observatório FIESC mostra que entre os destaques positivos do mês estão o setor têxtil, confecção, couro e calçados, que ficou com saldo positivo de 2.545 novas vagas. Em segundo lugar ficou metalmecânica e metalurgia, com saldo de 1.613, seguido de construção (1.549), madeira e móveis (1.092), máquinas e equipamentos (977) e alimentos e bebidas (929). Apenas o setor de fármacos e equipamentos de saúde registrou fechamento de 22 vagas em março.

“Os investimentos em bens de capital observados em 2021 estão refletindo nos setores de metalmecânica e metalurgia e de máquinas e equipamentos. Os dados de produção industrial divulgados recentemente demonstraram o aquecimento nesse segmento da indústria. Naturalmente, já é possível observar o desempenho positivo no mercado de trabalho, uma vez que ambos os setores foram responsáveis pela criação de 2.590 novos empregos no mês de março”, destaca a análise da FIESC.

Na avaliação, o Observatório salienta que o comportamento de expansão no setor de bens de capital também é observado na economia brasileira. “Essa dinâmica está demonstrando maior demanda de bens de capital para o setor agrícola, construção civil e setor industrial. O investimento em bens de capital está relacionado ao aumento na capacidade de oferta da economia. Esse processo poderá auxiliar na equalização entre a oferta e a demanda, bem como no nível de preços”, explica a análise da FIESC.

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