Um dia de outono em Florianópolis, uma cidade boa para caminhar

Um dia de outono em Florianópolis

O dia estava lindo, daqueles que a gente vê com frequência no início do outono. E a beleza da cidade aflorava com os primeiros raios de sol. Eram 6h41min e o termômetro marcava 20 graus. Ideal para uma caminhada. Vesti o agasalho, calcei o tênis e fui.

Iniciei a jornada pela calçada da UDESC, no bairro do Itacorubi. O visual é fascinante! Há encantos por toda a parte. No posto de gasolina, que fica ao lado do Hotel Mercure, o pátio é enfeitado por um pequeno jardim.

E o que dizer do verde que embeleza os arredores da Comcap? Dá para imaginar que o local era um lixão a céu aberto há trinta anos? Era. Hoje é um espaço recuperado. Uma beleza.

Na avenida da Saudade subi a passarela que fica próxima ao elevado do CIC e parei lá em cima, admirando o contraste entre a placidez verdejante do mangue e o colorido vai-e-vem dos automóveis.

Saindo da passarela segui pela Beira Mar Norte fascinado pelos encantos do mar, que neste ponto da avenida é simplesmente fantástico. Do outro lado da avenida também há belezas. Prédios novos e reluzentes abrigam empresas e várias instituições. Até o prédio da Polícia Federal, com sua arquitetura sinistra, torna-se belo. Talvez pela proximidade com a Casa d’Agronômica, emoldurada por uma pequena floresta. Na altura da Ponta do Coral você contempla a exuberância da Beira-Mar. O visual é deslumbrante. Desde a ponte Hercílio Luz até a Beira-Mar Continental, que se avista daqui, o cenário é uma beleza.

Paris é uma cidade linda, Londres também. Mas paris, a Cidade Luz, paradoxalmente é uma cidade cinza. E Londres, mesmo às margens do Tâmisa, onde se pode caminhar, também é gris. Florianópolis é diferente. Florianópolis tem cor. Cor de ouro, cor de cobre, cor de bronze.

Continuando a caminhada fui em direção ao centro da cidade e cheguei na Vidal Ramos. Como esta rua ficou charmosa. E na Vidal tem parada obrigatória. No Rei do Mate, onde você encontra as figuras mais emblemáticas da cidade e na Pastelaria do Keko, que faz deliciosos pasteis há mais de 30 anos.

Seguindo a caminhada passei pela Escadaria do Rosário, na esquina da Vidal com a Trajano. A Escadaria do Rosário lembra Montmartre, menos glamurosa é verdade, mas igualmente passarela.

Essa esquina tem história! Era o point da moçada. O Baixo Vidal abrigou por muitos anos o lendário Bar Degrau. Do outro lado da rua ficava a também famosa Waimea, uma loja de surf que depois se tornou Captain Blue.

Saindo da vidal, passei pela Felipe Schmidt e fui até a Praça XV, da velha figueira, dos prédios históricos restaurados e da Catedral Metropolitana de Florianópolis. E no Largo da Catedral, uma tradição bem florianopolitana: o dominó! Dei uma espiadinha no jogo, peguei a Deodoro e fui até o Mercado Público, outra parada obrigatória. A cidade pulsa, vibra. Valeu a caminhada. Floripa eu te amo, Nossa Senhora do Desterro!

Autor: Raimundo Martins

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